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Dia Mundial do Livro

O livro é a companhia, é aprendizado, é emoção. Hoje em tempos de espera, é também um marcador, você é o que lê. Principalmente se pensarmos que, precisamos nos manter informados. Mas o quanto essas informações que encontramos ou recebemos são verdadeiras ou falsas? Nos velhos tempos de leituras de livros (e jornais), era fácil saber se o que tínhamos em mãos era ficção ou fatos reais. Estava lá, este livro foi baseado em fatos reais... e o autor, tinha o crédito da pesquisa do que estava escrevendo. Hoje as informações, muitas vezes em texto, são enviadas por redes sociais e não temos o autor, e se temos o autor, não averiguamos se é dele mesmo, pois não dá tempo, ou foi um amigo que enviou, ou porque na confusão de pensamentos aceitamos qualquer coisa que nos faça acreditar que estamos certos. Agora mais do que nunca, precisamos dos livros. Não para buscar informação para o que está acontecendo no mundo em tempo real, mas para aprendermos a criticar o que lemos. A crítica nã...

Ficar em casa

Como deve ser bom ser músico. Não é nenhuma crítica, não, é admiração, inspiração, vontade profunda mesmo... Nestes dias difíceis em que temos que ficar à espera, sendo que a espera as vezes é por uma esperança, as vezes por algo terrível pois não sabemos o que vem pela frente, fico imaginando que se eu tivesse tido tempo para aprender um instrumento… poderia tocar… Mas agora temos o tempo. Mas os nervos estão tensos demais para ficarmos tentando um aprendizado difícil, principalmente para quem não tem o menor talento.  Tanta coisa passa pela cabeça, mas a verdade é que a música passa pelo coração. Mas eu não tenho vontade de ouvir música em geral, porque música traz lembranças… e hoje o que mais lembramos é de que tínhamos tudo e não soubemos ser humanos uns com os outros. Por isso precisamos ficar em casa para aprendemos a ser humanos com nós mesmos, com nosso núcleo familiar e então voltar a se abrir para o mundo e ser humano com o mundo. Tempos difíceis, mas neces...

Doce de Batata Doce

No fundo do meu quintal, crescendo sem cuidados tem uma "horta". Nos canteiros nada organizados nasceu umas ramas de batata doce. Se espalharam por tudo e eu, sem tempo, deixei virar mato. Uns dias atrás resolvi que era tempo de tirar, limpar e ver se tinha alguma batatinha para aproveitar na cozinha e abrir espaço para alguma hortaliça. Recolhemos (sim, não fiz sozinha...) toda a ramada e nada das ditas batatinhas, seguimos procurando e eis que nos deparamos com três batatas gigantes, uma branca e duas rosas. Pesando mais de um quilo cada. Comecei a usar a maior para cozinhar, fiz em duas vezes e ainda sobrou quase metade dela. Achei que era hora de tentar fazer um doce de batata doce, que eu amava comer quando era criança. Claro que naquela época, a iguaria vinha da Argentina (morávamos bem próximo da divisa) e era industrializada. Vale dizer que a indústria argentina sempre foi superior a brasileira. Por isso nunca tinha comido esse doce feito em casa. Como sou curio...

Mingau - inspirado na Ayurvedica

Estou sempre a procura de receitas de alimentos saudáveis e saborosos. E nessa andança entre muitas opções muito difíceis, caras e raras da alimentação ayurvedica, achei um mingau de aveia bem interessante. Fiz ao longo de muitos dias frios e era muito bom mesmo. Porém conectada nas redes da vida, vi no instagram uma foto de um mingau que levava maçã. Foi aí que modifiquei um pouco a receita original e incluí essa fruta que é muito deliciosa, e outras coisinhas mais... - Corte uma maçã em pedacinhos (pode deixar a casca), coloque com uma xícara de água em uma panela para começar ferver. Acrescente uma pitada de sal e de canela. - em uma tigela coloque 2/3 de xícara de aveia em flocos, 1/3 de xícara de uva passa, sementinhas de cardamomo e um pouco de gengibre ralado (uma pitada mesmo) e 1 xícara de água. - depois de ferver por 1 ou dois minutos a maçã, acrescente o conteúdo da tigela e misture até fever, tampe e deixe cozinhar mais um minuto ou o quanto baste para engrossar. ...

Comida honesta

Quem me conhece sabe, que uma das coisas que mais gosto na vida é comida. Mas comida de verdade, não gosto de qualquer coisa. Estava pensando um outro dia, enquanto acompanho canais e blogs de receitas, em uma expressão que diz muito do que eu acredito: comida honesta. Este nome me foi apresentado pelo chef do Café Avenida, em Novo Hamburgo (RS) há uns 2 ou 3 anos e achei tão a minha cara, que não tirei mais do meu vocabulário. Hoje acordei e pensei que deveria dividir esse pensamento , registrar, publicar e ver se encontro eco em outros lugares, em outras pessoas. A comida honesta, me disse tal chef é a de verdade, feita na hora, se você espera um molho de tomate, use tomate, não molho pronto industrializado. É a bandeira que muitos outros chefs no Brasil e no mundo tem levantado. Não sou a favor de alimentos industrializados, mas se a indústria fizesse comida honesta, com certeza poderíamos pensar em incluir um ou outro ítem processado. Mas o que se encontra no geral ...

Pensando alto sobre as escolas

Uma coisa que sempre me acontece é pensar alto. Não é ter um pensamento muito aquém do que posso, ou uma ambição, não nesse sentido. Pensando alto, é aquele sentido básico de falar o que está pesando, mesmo que se esteja sozinho. Aliás é quando estamos sozinhos que geralmente fazemos isso. Enfim, estava pensando em como podemos mudar o ensino no Brasil, para nossos filhos. Interagir com a escola, sem interferir demais... Leio, pesquiso e vejo uma onda de mudanças e revoluções no ensino das crianças na Europa (ok, é primeiro mundo...). Mas aqui nem começamos a discussão. Existem escolas nas grandes cidades com uma visão um pouco mais moderna, mas geralmente são caríssimas e muitas vezes levantam bandeiras de que estão na vanguarda, e na verdade é só conversa. De concreto, muito pouco. Para ajudar a escola a começar a pensar diferente, os pais deveriam começar a ler mais sobre o assunto, buscar informação. Sim, sim, claro, já temos muita coisa para fazer, o trabalho, o dia-a-dia....

Beterraba até pra quem não gosta...

Eu adoro beterraba! Como crua, ralada, em pedacinhos com limão, cozida, e outras formas mais. Mas tem muita gente que tem um grande preconceito com esta querida e nutritiva raiz. Meu filho era um desses. Um dia eu resolvi desafiá-lo e lhe disse que faria um bolo de beterraba e ele teria que provar. Mesmo sem me dar muitas esperanças de que comeria, eu não me dei por vencida e fiz o bolo. Ele provou e de cara amou. Passou a ser receita básica para lanche aqui em casa, faço geralmente uma vez por semana.  Minha mãe e minha irmã também adotaram, meus sobrinhos, que não comem nada de legumes, frutas ou qualquer hortaliça, amam o bolo (claro que para estes não podemos contar sobre o nosso querido ingrediente, que passou a ser secreto... tão grande é o preconceito). Vamos a receita: Uso uma beterraba média/pequena cortada em cubos, 1/2 xícara de melado, 3 ovos e 1/2 xícara de óleo (uso girassol, as vezes azeite extra virgem). Bato tudo no liquidificador e reservo. Em uma bacia mis...